Nova classificação de recursos naturais será discutida em webinar do RCGILex

No dia 21.10 (quarta-feira), às 16h, o RCGILex promove o webinar “O novo conceito de recursos naturais e seus desdobramentos”, com o professor Luís Antônio Bittar Venturi, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Venturi é coordenador do projeto nº 28 do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), que investiga as possibilidades de inserção do gás natural na matriz energética da cidade de São Paulo. Clique aqui para participar do evento.

O geógrafo explica que, na medida em que a sociedade se desenvolve, os conceitos científicos vão perdendo acurácia em relação a seus correlatos empíricos – ou ao que pretendem definir ou explicar. E que isso ocorre claramente com os recursos naturais.

“Eles ainda são classificados simplesmente como renováveis e não renováveis. Cientificamente, não há como inserir em uma mesma categoria, por exemplo, a de renováveis, recursos completamente diferentes, como energia solar, florestas naturais, canaviais e água. Há que se buscar maior acurácia conceitual e este é um dos papéis da academia. O webinar é uma boa ferramenta para isso”, afirma.

Aberto a todos os interessados, o webinar “A nova classificação dos recursos naturais …”  é parte da agenda de eventos organizada pela equipe do RCGILex, projeto ligado ao RCGI e coordenado pela professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa. Os webinars ficam disponíveis em nosso canal RCGILex Recebe, no Spotify, e as apresentações em Power Point também são disponibilizadas em nosso site, na aba Paletras.

“Procuramos trazer temas de amplo interesse no tocante à produção de energia e seus impactos em diversos aspectos. Já realizamos eventos sobre recursos não convencionais, sobre os desafios regulatórios e tributários do mercado brasileiro de gás natural, sobre a saída da Petrobras do setor e a consequente venda de ativos, sobre os desafios da transição energética em tempos de COVID-19. Agora, estamos trazendo um assunto de extrema importância, pois uma mudança na classificação dos recursos naturais tem potencial de afetar a forma como concebemos a cadeia de produção de energia, e quiçá também o arcabouço regulatório vigente”, resume Hirdan.

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